Dentro do Joelho
A estrutura do joelho garante sua proteção. Ele encontra-se totalmente envolvido por uma cápsula articular flexível o suficiente para permitir os movimentos, mas também forte o suficiente para manter a articulação unida.
A cápsula é revestida pelo tecido sinovial, o qual secreta o líquido sinovial que lubrifica a articulação. A cartilagem resistente ao uso e que reveste as extremidades do fêmur (osso da coxa) e da tíbia (osso da perna) ajuda a reduzir o atrito durante os movimentos.
Coxins cartilaginosos (meniscos) atuam como amortecedores entre os dois ossos e ajudam a distribuir o peso do corpo na articulação. As bursas (bolsas repletas de líquido) fornecem proteção quando a pele ou os tendões movem-se sobre os ossos. Os ligamentos laterais e posteriores do joelho reforçam a cápsula articular, aumentando a estabilidade. A patela (rótula) protege a parte frontal da articulação.


Os distúrbios do sistema musculoesquelético são causas importantes de dor crônica e de incapacidade física. Embora os componentes desse sistema possam apresentar um bom desempenho com o uso, eles podem sofrer desgaste, lesões ou inflamações. As lesões ósseas, musculares e articulares são muito freqüentes e com gravidade variável, desde um estiramento muscular leve a uma distensão ligamentar, de uma luxação articular a uma fratura. Embora essas lesões geralmente sejam dolorosas e possam acarretar complicações a longo prazo, quase todas curam completamente.
A inflamação é uma resposta natural à irritação ou à lesão tissular. Ela produz aumento de volume, rubor, calor e limitação funcional. A inflamação de uma articulação é denominada artrite e a de um tendão é denominada tendinite. A inflamação pode ser limitada a uma pequena área do corpo (localizada), como apenas em uma articulação ou em um tendão lesado, ou pode ser disseminada, como ocorre em determinadas doenças inflamatórias (p.ex., artrite reumatóide).
A inflamação pode tornar-se crônica e persistente, algumas vezes em decorrência do movimento contínuo e de sobrecargas mecânicas e, outras vezes, por causa de reações imunes, infecções ou depósitos de materiais anormais. Infecções de ossos e articulações podem fazer o indivíduo ficar inválido. O tratamento imediato pode impedir danos permanentes às articulações. Tumores benignos e cânceres às vezes têm origem nos ossos, e às vezes alastram-se até os ossos a partir de outros locais do corpo. Desequilíbrios metabólicos ou hormonais também podem afetar os ossos e as articulações.
Um exemplo é a osteoporose, uma rarefação dos ossos resultante da perda excessiva de minerais nos ossos. Outro exemplo é a gota, em que cristais formam-se nas articulações de indivíduos suscetíveis, que apresentam um nível anormalmente elevado de ácido úrico no sangue. Os exames laboratoriais podem fornecer informações úteis relativas a alguns distúrbios musculoesqueléticos, mas essas informações em geral não são suficientes para o diagnóstico. Radiografias são efetuadas para avaliar áreas de dor óssea, porque freqüentemente esse procedimento detecta fraturas, tumores, lesões, infecções e deformidades.
Tomografia computadorizada (TC) e imagens por ressonância magnética (IRM) podem ser solicitadas para a determinação da extensão e da localização exata de uma lesão. A imagem por ressonância magnética é especialmente válida para a obtenção de imagens de tecidos como músculos, ligamentos e tendões. Uma amostra de líquido articular pode ser examinada para identificar as bactérias causadoras de uma infecção ou para examinar os cristais que confirmam um diagnóstico de gota ou pseudogota.
O médico remove o líquido através de uma agulha – um procedimento geralmente rápido, fácil e quase indolor, efetuado no consultório. O tratamento depende do tipo de distúrbio musculoesquelético. Freqüentemente as lesões são tratadas com repouso, compressas quentes ou frias, analgésicos e imobilização com talas ou bandagens. Doenças que afetam simultaneamente várias articulações são em geral tratadas com drogas para reduzir a inflamação e suprimir a resposta imunológica do organismo; contudo as articulações mais cronicamente lesadas não podem ser curadas apenas por drogas.
Algumas articulações gravemente lesadas podem ser substituídas por juntas artificiais. Com freqüência, o tratamento exige os esforços combinados de médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
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