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Seção 5 - Distúrbios dos Ossos, das Articulações e dos Músculos

Capítulo 49 - Tumores Ósseos

Os tumores ósseos são proliferações de células anormais nos ossos. Os tumores ósseos podem ser não cancerosos (benignos) ou cancerosos (malignos). Os não cancerosos são relativamente comuns, enquanto os cancerosos são raros. Os tumores ósseos também podem ser primários – tumores (não cancerosos ou cancerosos) que se originam no próprio osso – ou metastáticos – cânceres originados em outros locais do corpo (p.ex., mama ou próstata), os quais, a seguir, propagam-se ao osso. Nas crianças, a maioria dos tumores ósseos cancerosos é primária e, nos adultos, quase todos os tumores são metastáticos.

A dor óssea é o sintoma mais comum desse tipo de tumor. Além disso, pode ser observada uma massa ou uma tumefação. Algumas vezes, um tumor, principalmente se ele for canceroso, acarreta enfraquecimento do osso e acarreta sua fratura com pouca ou nenhuma sobrecarga (fratura patológica). Um indivíduo que apresenta uma articulação ou um membro persistentemente doloroso deve ser submetido a um estudo radiográfico. No entanto, as radiografias somente revelam a presença de uma anormalidade, sem indicar se o tumor é não canceroso ou canceroso. um procedimento cirúrgico (biópsia incisional aberta) para se obter uma amostra adequada para diagnóstico. O tratamento imediato, o qual pode incluir uma combinação de drogas, cirurgia e radioterapia é extremamente importante para os tumores cancerosos.

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Tumores Ósseos Não Cancerosos

Os osteocondromas (exostoses ósteocartilaginosas) são o tipo mais comum de tumor ósseo e, geralmente, ocorrem em indivíduos com idade entre 10 e 20 anos. Esses tumores são massas que crescem na superfície do osso e sobressaem, formando protuberâncias duras. O indivíduo pode apresentar um ou vários tumores. Em certas famílias, existe uma tendência para a formação de vários tumores. Em um certo ponto da vida, cerca de 10% dos indivíduos com mais de um osteocondroma desenvolvem um tumor ósseo canceroso denominado condrossarcoma.

No entanto, os indivíduos que apresentam somente um osteocondroma apresentam pouca probabilidade de desenvolver um condrossarcoma. Os condromas benignos, os quais comumente ocorrem em indivíduos com idade entre 10 e 30 anos, desenvolvem-se na parte central de um osso. Esses tumores freqüentemente são descobertos em radiografias realizadas por outras razões e, muitas vezes, podem ser diagnosticados pelo seu aspecto radiográfico. Alguns condromas causam dor. Se um condroma for indolor, ele não necessita ser removido ou tratado.

Contudo, radiografias de controle, visando controlar o seu tamanho, podem ser realizadas. Se o tumor não puder ser diagnosticado com segurança através das radiografias ou se ele estiver causando dor, pode ser necessária a realização de uma biópsia para se determinar se ele é canceroso ou não. Os condroblastomas são tumores raros que crescem nas extremidades dos ossos. Geralmente, eles ocorrem em indivíduos com 10 a 20 anos de idade. Esses tumores podem causar dor, o que facilita a sua descoberta. O tratamento consiste na sua remoção cirúrgica.

Ocasionalmente, ocorre a recorrência do tumor após a cirurgia. Os fibromas condromixóides são tumores muito raros que ocorrem em indivíduos com menos de 30 anos. O sintoma habitual é a dor. Esses tumores apresentam um aspecto característico nas radiografias. O tratamento consiste na remoção cirúrgica. Os osteomas osteóides são tumores muito pequenos, os quais, em geral, desenvolvem-se nos membros superiores ou inferiores, podendo, no entanto, ocorrer em qualquer osso. Habitualmente, eles causam um dor que piora à noite e é aliviada com doses baixas de aspirina.

Algumas vezes, os músculos que circundam o tumor atrofiam. Essa condição pode melhorar após a remoção do tumor. A cintilografia óssea com marcadores radioativos auxiliam na determinação da localização exata do tumor. Algumas vezes, a sua localização é difícil e pode ser necessária a realização de exames complementares como, por exemplo, a tomografia computadorizada (TC) e técnicas radiológicas especiais. A remoção cirúrgica do tumor é o única maneira de se eliminar a dor de forma permanente.

Em vez de serem submetidos ao tratamento cirúrgico, alguns indivíduos optam pelo uso de aspirina por tempo indeterminado. Os tumores de células gigantes geralmente ocorrem em indivíduos com 20 a 30 anos de idade. Mais comumente, esses tumores originam-se nas extremidades dos ossos e podem disseminar-se aos tecidos adjacentes. Eles costumam causar dor. O tratamento depende do tamanho do tumor.

Este pode ser removido por cirurgia e, para preservar a estrutura do osso, o espaço remanescente pode ser preenchido com um enxerto ósseo ou com um cimento ósseo sintético. No caso de tumores muito extensos, pode ser necessária a remoção do segmento ósseo afetado. Cerca de 10% dos tumores recidivam após a cirurgia. Raramente, esses tumores tornam-se cancerosos.

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Tumores Ósseos Cancerosos Primários

cioO mieloma múltiplo, o tipo mais comum de tumor ósseo canceroso primário, origina-se em células da medula óssea, as quais produzem células do sangue. O mieloma múltiplo ocorre mais comumente em indivíduos idosos. Esse tumor pode afetar um ou mais ossos e, por essa razão, o indivíduo pode apresentar dor em um ou em vários locais. O tratamento é complexo e pode incluir a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia.

O osteossarcoma (sarcoma osteogênico) é o segundo tipo mais comum de tumor ósseo canceroso primário. Embora seja mais comum em indivíduos com idade entre 10 e 20 anos, os osteossarcomas podem ocorrer em qualquer idade. Algumas vezes, os indivíduos mais idosos com doença de Paget apresentam esse tipo de tumor. Cerca de 50% desses tumores ocorrem no joelho ou em torno dele. No entanto, eles podem originar- se em em qualquer osso. Esses tumores tendem a disseminar-se aos pulmões. Geralmente, eles causam dor e edema. Para confirmação do diagnóstico, é necessária a realização de uma biópsia.

Geralmente, os osteossarcomas são tratados com uma combinação de quimioterapia e cirurgia. Comumente, a quimioterapia é administrada em primeiro lugar. Freqüentemente, a dor desaparece durante essa fase do tratamento. Cerca de 75% dos indivíduos com esse tipo de tumor sobrevivem pelo menos cinco anos após o estabelecimento do diagnóstico. Atualmente, com o avanço dos procedimentos cirúrgicos, é possível se salvar o membro inferior ou superior afetado, enquanto que, no passado, era comum a amputação do membro. Os fibrossarcomas e os histiocitomas fibrosos malignos apresentam uma similaridade com os osteossarcomas no que que diz respeito ao aspecto, à localização e aos sintomas. O tratamento também é o mesmo.

Os condrossarcomas são tumores formados por células cartilaginosas cancerosas. Muitos deles apresentam um crescimento lento ou são de baixo grau e, freqüentemente, são curados com o tratamento cirúrgico. Entretanto, alguns deles são tumores de grau elevado e tendem a apresentar metástases (disseminação). Para o estabelecimento do diagnóstico, é necessária a realização de uma biópsia. O condrossarcoma deve ser totalmente removido na cirurgia, haja vista ele não responder à quimioterapia nem à radioterapia. A amputação de um membro superior ou inferior é raramente necessária. Mais de 75% das indivíduos com condrossarcoma sobrevivem se o tumor for totalmente removido.

O tumor de Ewing (sarcoma de Ewing) afeta os homens com maior freqüência que as mulheres e ocorre mais comumente em indivíduos com idade entre 10 e 20 anos. Quase todos esses tumores ocorrem nos membros superiores ou inferiores, podendo, no entanto, afetar qualquer osso. A dor e o edema são os sintomas mais comuns. Os tumores podem tornar-se bastante grandes, afetando algumas vezes toda a extensão de um osso. Embora a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) possam ajudar na determinação das dimensões exatas do tumor, é necessária a realização de uma biópsia para o diagnóstico. O tratamento consiste em uma combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia e ele é eficaz em mais de 60% dos casos.

O linfoma maligno do osso (sarcoma das células reticulares) geralmente afeta os indivíduos na quarta ou quinta década da vida. Esse tumor pode originar-se em qualquer osso ou em outra região do corpo e disseminar-se aos ossos. Normalmente, ele causa dor, edema e propensão à fratura. O tratamento consiste em uma combinação de quimioterapia e radioterapia e parece ser tão eficaz quanto a remoção cirúrgica. Raramente, é necessária a realização de uma amputação.

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Tumores Ósseos Metastáticos

Os tumores ósseos metastáticos são cânceres que se disseminaram pelo osso a partir de seu local de origem, em outra região do corpo. Os cânceres que apresentam maior probabilidade de se disseminar aos ossos são os de mama, de pulmão, de próstata, de rim e de tireóide. O câncer pode propagar-se a qualquer osso, mas, em geral, ele não se dissemina além do cotovelo e do joelho. O indivíduo que apresenta ou apresentou câncer e apresenta dor óssea ou edema geralmente é examinado, verificando-se a presença de tumores ósseos metastáticos.

As radiografias e a cintilografia óssea com marcadores radioativos podem ajudar na localização desses tumores. Ocasionalmente, um tumor ósseo metastático causa sintomas antes que o câncer original tenha sido detectado. Os sintomas podem consistir na dor ou em uma fratura óssea na região debilitada pelo tumor. Nessas situações, uma biópsia pode fornecer indícios para localizar o câncer original. O tratamento dependerá do tipo de câncer. Alguns tipos respondem à quimioterapia, alguns à radioterapia, alguns a essas duas modalidades terapêuticas e, finalmente, alguns não respondem a qualquer uma dessas modalidades. Algumas vezes, a cirurgia para estabilização do osso pode evitar a ocorrência de fraturas.

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